Como as emoções influenciam a nossa vida

Fala-se muito da importância de um estilo de vida saudável para a nossa saúde, em especial no exercício físico, na alimentação saudável e na saúde mental. Um tema crucial para a nossa saúde, sem dúvida. Contudo, as emoções são, na sua grande maioria, ignoradas nesta equação, ainda que elas comandem tudo o resto. Eu explico como, neste artigo. Continua a ler.

As emoções têm sido colocadas de parte quando se fala de saúde mental. A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) não fala da saúde emocional quando aborda este tema, ainda que admita que “a saúde mental diz respeito a todos”. Afeta a vida de pessoas (…) e a produtividade da sociedade como um todo.” 

Os custos económicos resultantes dos problemas mentais são elevados. Só na Europa Ocidental, os distúrbios mentais lideram as causas de incapacidade, sendo responsáveis por 30% a 40% de saídas da vida ativa. Estas ficam a dever-se a doenças crónicas e representam 3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Plano de Ação para a Saúde Mental na Europa 2013-2020 da OMS. Tudo isto porque nós não aprendemos a lidar com as nossas emoções, principalmente as de baixa vibração, que provocam inúmeros distúrbios a nível físico e mental.

Isto significa que, ao aprendermos a lidar com as nossas emoções, o nosso corpo vai reagir em termos químicos e fisiológicos, o que faz com que as doenças tendam a diminuir (e até desaparecer). A necessidade de medicamentos pode [em muitos casos] desaparecer. Logo, as doenças físicas e mentais deixam de estar presentes no nosso corpo, dada a sua capacidade de regeneração. Temos mais alegria de viver, mais energia e, portanto, saúde integral.

Como é que tudo isto acontece? Como é que a ciência explica isto?

A discussão e os estudos científicos têm-se centrado, ao longo de décadas, na saúde mental, o que resulta da importância que a ciência tem atribuído às funções do cérebro e como este influencia a nossa tomada de decisões e comportamentos, ao nível consciente e inconsciente.

Fomos ensinados de que o cérebro é o principal órgão no nosso corpo e que, inclusive, em termos fisiológicos, os restantes órgãos obedecem aos seus sinais. E que é do cérebro que vem a nossa inteligência e a capacidade de aprender e compreender. Nesta crença, colocámos de lado o facto de o coração ser o primeiro órgão a formar-se na gestação e de que é a partir dele que resulta a consciência que forma os restantes sistemas que sustentam a vida do corpo que habitamos.

No entanto, esta crença tem caído por terra. Nos últimos 30 anos, o Institute HeartMath, nos Estados Unidos, tem revelado novas descobertas que comprovam a influência do coração e, consequentemente, das emoções nas várias áreas da nossa vida e na nossa capacidade de resiliência perante os desafios com que nos deparamos, incluindo os mais difíceis.

Evidências científicas, através de indicadores como ondas cerebrais (EEG), frequência cardíaca (ECG), pressão arterial, níveis hormonais, entre outros, demonstraram uma rede de comunicação bidirecional entre o coração e o cérebro, que afeta a forma como percebemos e reagimos ao ambiente exterior. Além disso, à medida que esta investigação avançava, foi possível verificar que o coração agia como tendo mente própria, ao enviar sinais ao cérebro de forma autónoma e, desta forma influenciando as nossas respostas e percepção aos estímulos provocados pelas situações com as quais nos deparamos ao longo do dia. 

Assim, ficou provado que o coração pode influenciar a nossa consciência, percepção e inteligência. Inúmeros estudos demonstram que a coerência do coração é um estado fisiológico ótimo, associado a um aumento da função cognitiva, capacidade de auto-regulação, estabilidade emocional e resiliência. Estas evidências vêm reforçar as descobertas científicas, conduzidas desde os anos 60 e 70, pelos fisiologistas John e Beatrice Lacey, do Fels Research Institute, que já mostravam a forte influência do coração a vários níveis, não apenas fisiológico. 

O que é que tudo isto significa?

Significa que o coração tem uma enorme influência sobre o nosso estado emocional, mental e físico. Uma influência que tem tido pouco reconhecimento, pois tem sido atribuída quase exclusivamente ao cérebro. É este órgão, onde as nossas emoções são produzidas, que é responsável pela nossa intuição, percepção, felicidade, níveis de energia e saúde física. E estas emoções passam do indivíduo para o coletivo. 

Vamos a um exemplo prático, para ficar mais claro.

Uma pessoa que se sente frustrada no seu local de trabalho por ter sobre si uma enorme pressão, por se esforçar ao máximo e não ver o seu trabalho reconhecido, está sob um enorme stress emocional a vários níveis:

  • sente medo por não conseguir corresponder às expetativas da empresa e, consequentemente, pelo seu futuro, logo na sua capacidade em prover a sua família; 
  • sente culpa porque não tem energia para mudar a sua vida, ou seja, vive também num estado de apatia
  • sente tristeza dado que se trata de uma situação que se arrasta há já alguns anos;
  • e sente vergonha, porque os restantes membros da sua família são bem sucedidos.

Resultado: o seu médico diagnosticou-lhe uma depressão e medicou-a. Essa pessoa, devido à medicação, vai sentir-se sonolenta, sem ânimo ou iniciativa e passará a estar dependente dos medicamentos para se levantar da cama e ir trabalhar.

Trata-se de uma pessoa que sofre daquilo que eu denomino de enorme pressão emocional na sua vida laboral e pessoal. Consequentemente, vibra emoções baixas (medo, tristeza, apatia, culpa, apatia e vergonha), que conduzem a um stress prolongado e a um grande estado de ansiedade.

Como resultado do stress em que vive, a frequência cardíaca aumenta, o sistema imunológico enfraquece e surgem complicações ao nível físico. 

E por que é que isto acontece?

Isto acontece porque o nosso corpo fica viciado em emoções de baixa vibração, uma vez que estas são emoções de sobrevivência. 

Como assim, viciado?

Eu explico com um exemplo.

Chegamos ao trabalho e o diretor está mal humorado porque a direção acusou-o de não ter feito o suficiente para atingir as metas do mês. O diretor acaba por descarregar a sua frustração e raiva nos elementos da sua equipa. Consequentemente, os seus colegas sentem-se também humilhados, ofendidos e o estado de ansiedade aumenta. Logo, os níveis de stress crescem e o corpo entra em estado de alerta total. 

As emoções como a vergonha (humilhação), culpa (ofensa) e medo (ansiedade) são produzidas no coração, que envia sinais através das suas neurites sensoriais (células neurológicas) para o cérebro. Este faz múltiplas conexões neurais entre os acontecimentos na empresa e eventos passados e as emoções que são provocadas. Essas conexões enviam sinais para regiões no cérebro (hipotálamo) que vai produzir substâncias químicas (proteínas) correspondentes às emoções sentidas naquela situação e são enviados sinais para as glândulas supra renais (chacra da raíz, ligado à nossa sobrevivência), para produzirem adrenalina e cortisol para lidarmos com o stress. 

Esta reação em cadeia de estímulos elétricos e químicos acontece para proteger-nos. E para que tal aconteça, o nosso córtex frontal é “desligado”. Desta forma, o nosso raciocínio é mais lento, a tomada de decisões dificultada e as reações nulas. É a forma que o nosso corpo tem de poupar energia para reações que impliquem “fugir” de uma situação que é uma ameaça para nós mesmos.  E, para isso, a pressão arterial aumenta, os sistemas respiratório e digestivo diminuem a sua atividade (ficamos com problemas em respirar e com falta de apetite) e temos a sensação de que o cérebro “para”.

Isto tudo aconteceu para que possamos “sobreviver” àquela situação que levou a um turbilhão de emoções, sentimentos e pensamentos. Só que as mensagens químicas correspondentes a essas emoções, pensamentos e sentimentos são absorvidos pelos recetores das células, que enviam sinais ao cérebro a confirmar a mensagem recebida. É desta forma que percebemos aquilo que sentimos.

E como é que as células ficam viciadas?

Vamos lá! Sempre que experimentamos a repetição da pressão emocional ou pensamos sobre o que aconteceu, repetimos os seus caminhos neurais, hormonais e proteicos. O coração e o cérebro enviam as mesmas mensagens às células e as células confirmam a receção dessas mensagens. Até que chega a um ponto em que as células, habituadas àquele cocktail químico, como se de um medicamento se tratasse, enviam sinais ao cérebro para lhes enviar mais.

E é aqui que o corpo se torna na nossa mente. É ele que começa a enviar sinais para que o cérebro produza mais substâncias para continuar a alimentar o corpo. E o cérebro envia os sinais ao coração, que emite sinais eletromagnéticos para o ambiente externo correspondentes às emoções sentidas e pensadas para que sejam atraídas situações que as provoquem e, assim, alimente o corpo viciado.

Isto acontece como forma de proteção. É o corpo que nos está a proteger das agressões do ambiente externo. Neste caso, o mau ambiente vivido na empresa e, consequentemente, na equipa. Com o tempo, ficamos viciados nos nossos problemas, nas circunstâncias desfavoráveis e relacionamentos tóxicos. Como passamos a ter pensamentos e sentimentos que nos limitam, para que possamos sobreviver, acabamos por não conseguir sair desse círculo vicioso. 

Quando a resposta ao stress crónico é desproporcional ao que está a acontecer na realidade (por exemplo, reação excessiva do diretor perante a equipa que se esforçou ao máximo para atingir os objetivos e, ainda assim, não conseguiu), o excesso de hormonas leva a que as pessoas se tornem agressivas, egoístas, egocêntricas. Ou seja, ficam focadas na sobrevivência, pelo que priorizam o Eu – o seu Ego.

Como inverter esta situação?

Eu sei que este artigo já vai longo. Só que, depois desta longa explicação, não podia deixar de vos apresentar soluções para esta situação. Existem inúmeras. A primeira começa pelo autoconhecimento. A partir do momento em que a pessoa começa a ter consciência dos seus pensamentos, sentimentos, emoções, atitudes e comportamentos, pode agir de forma a corrigi-los e, consequentemente, começar a criar novas conexões neurais e a alterar a química presente no seu corpo. Ou seja, o corpo e a mente começam a “desintoxicar” e a regenerar. E não é preciso atingir um burn out para começar a fazer alterações no seu estilo de vida.

As técnicas quânticas e de expansão da consciência permitem uma mudança mais rápida e eficaz. Eliminam crenças e pontos de vista fixos sobre determinados temas e áreas da nossa vida e, desta forma, agem de forma a corrigi-las. Permitem ainda eliminar bloqueios energéticos presentes na mente e no corpo, bem como o seu equilíbrio energético, mental, físico e espiritual (espiritual aqui está relacionado com a conexão consigo mesmo e com tudo e com todos).

Vou dar alguns exemplos.

As Barras de Access® permitem trabalhar as emoções, a mente e o corpo em simultâneo. Com toques suaves na cabeça, as ondas cerebrais diminuem, permitem uma maior sintonia entre o coração e o cérebro e um maior alinhamento energético. Desta forma, é possível passar a ter mais consciência sobre o que se passa na nossa vida e passar a agir de acordo com o que é melhor para nós. Em consequência, a química no corpo altera-se, pelo que se dá uma desintoxicação e desinflamação no organismo.

A Desprogramação Neurobiológica®, tal como nome indica, desprograma as células dos impactos sofridos ao longo dos anos, pois todas as emoções, sentimentos e pensamentos ficam gravados na memória celular. E essa memória celular passa de geração em geração.

O Reiki permite um equilíbrio energético nos sete centros energéticos principais do nosso corpo, os denominados chacras. Cada chakra está ligado às nossas glândulas endócrinas. Como vimos no exemplo em cima, uma pessoa que sofre de medo, culpa, vergonha, apatia vive em estado de sobrevivência. A nossa sobrevivência física e material está ligada ao nosso chacra raiz, cuja energia vital (ou consciência, como denominada pela ciência) faz funcionar as glândulas supra renais, que produz as hormonas do stress.

Como podem verificar, não existe nada de místico nas técnicas energéticas e de expansão de consciência. Elas são um meio para termos mais consciência dos nossos pesanemtnos, sentimentos, emoções e respetivos comportamentos, sobre o que acontece ao longo da nossa vida, porque atraímos determinadas situações, pessoas e padrões, para que possamos corrigir a trajetória.

Só temos de escolher um caminho diferente. Escolher Ser Feliz! A partir daí, basta eliminarmos aquilo que precisa de ser eliminado. Curar o precisa de ser curado. Perdoar o que precisa de ser perdoado. Desta forma, iremos criar novas conexões neurais, alterar a química do nosso corpo, ter mais energia e emitir sinais eletromagnéticos de emoções de alta vibração (alegria, gratidão, amor, felicidade), atraindo coisas “fambulásticas” para a nossa vida. 

Eu já escolhi. E tu, o que vais escolher?

Bjs no

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